Ministério Oásis 2016

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Criança e Adolescente: O Atendimento como desenvolvimento emocional

Raquel Faleiro - Oásis Filhos

      A natureza nos ensina que toda estrutura no início de sua formação tem como característica a fragilidade, porém, com potencial para se desenvolver, e isso inclui

também o ser humano. Nenhum bebê sobrevive

sem o auxílio de um cuidador para suprir suas

necessidades físicas e emocionais. E os primeiros

anos de vida são de desafios, descobertas,

mudanças, sofrimentos, aprendizados e

conquistas.

       A criança e o adolescente passam por

períodos de intensas transformações tanto

internas quanto externas em cada nova

situação de vida. Só que muitas vezes essas

fases são marcadas por experiências dolorosas

que não foram elaboradas revertendo em

sintomas, fruto de conflitos psíquicos.

Agressividade, angústias, medo, isolamento, apego demasiado aos pais, dificuldades escolares, ausência de limites, problemas de relacionamento com pais, irmãos ou colegas, depressão, ansiedade, fobias são alguns dos sintomas apresentados e diante dessas demandas, o processo terapêutico se faz necessário.

      Quando são filhos que se encontram no ministério com seus pais, em igrejas ou campo missionário, muitos passam por situações de transição, (re) adaptação, choque cultural, luto não resolvido, questões de identidade, de pertencimento, o que também levam seus pais a procurarem ajuda terapêutica para o filho ou para a família toda.

       O atendimento a crianças e adolescentes é conduzido como a de um adulto, através do acolhimento, da fala, escuta e intervenções, porém, complementada com a técnica do brincar, pois esta é a principal atividade da criança e constitui sua própria linguagem.

Uma criança não tem condições de organizar seus pensamentos e expressar com palavras seus sentimentos, por isso são utilizados brinquedos, jogos, massa de modelar, desenhos como meio de investigação dos conteúdos internos que são projetados, se referindo a própria história. Com isso é possível localizar e restaurar o que está comprometido no seu desenvolvimento, auxiliando-a no seu crescimento em várias esferas.

       O brincar terapêutico é uma forma de

expressão simbólica, um atenuador de conflitos

e um processo que proporciona a satisfação das

necessidades básicas de aprendizagem que

incluem: oportunidade para criar, experimentar,

sentir, pensar, interagir, cooperar, valorizar a si

mesmo, conhecer limitações pessoais e expressar

emoções.

      É necessário que os pais se impliquem nesse

processo, pois como parte da família, o sintoma da

criança/adolescente pode estar relacionado com a

dinâmica familiar. Com a ajuda dos pais há a

possibilidade de fazer novas construções, novos arranjos, influenciando

diretamente na formação da subjetividade de seu filho. E quando este sofre mudanças, o meio em que vive também muda.

  Através dos atendimentos, muitos relacionamentos foram restaurados, vidas transformadas daqueles que se perderam no emaranhado dos seus conflitos. E livres desses prejuízos, essas crianças e adolescentes puderam utilizar seus recursos internos para o próprio crescimento e saúde emocional. Compreendendo que a graça de Deus e a vida abundante pode alcançar a família toda, independente de sua pouca idade.